Samuel Bastos

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A baixo podem ver a crítica à estreia do concerto para oboé e pequena orquestra de Richard Strauss, 2 de Março de 1946 na Cidade de Zurique, na Suiça. A estreia do concerto realizou-se a 26 de Fevereiro com a Orquestra da Tonhalle de Zurique sob a direção do maestro Volkmar Andrae (a quem a obra é dedicada) o oboista solista foi Marcel Saillet. R.Strauss esteve presente na estreia como foi o convidado de honra numa pequena festa que se realizou no final do concerto. 

 

                               

Tradução em Português

 

"A segunda parte do concerto foi dedicada por completo a obras de Richard Strauß e teve lugar, também nessa parte, uma estreia: o Concerto para oboé. Depois dos “Metamorphosen”, que ouvimos há pouco, o compositor escreveu, ainda, um Concerto para oboé e pequena orquestra que foi concluído no ano passado, na cidade vizinha de Baden. É uma obra quase mozartiana, em três andamentos, onde os motivos do Rococó se encontram com as melodias doces da palete do “Rosenkavalier” (Cavaleiro da Rosa). Mas tudo isto seria impessoal se a ironia, à maneira de Eulenspiegel, e as modulações ousadamente oscilantes não trouxessem consigo o verdadeiro toque à Strauss. Neste contexto, o oboé comporta-se como prima-dona pomposa com coloraturas e cantilenas e, no fundo, mais à maneira de um clarinete. A natureza do oboé é o ambiente pastoral e humorístico e, ainda, o estilo nobremente elegíaco. Mas estas facetas do instrumento aparecem, apenas esporadicamente, durante o concerto. O primeiro andamento, de temática muito filigrana, requer do oboísta uma respiração mesmo gigantesca. De forma extremamente sublime, o motivo inicial de sussurro serve de transição para o Andante que nos presenteia com um tom afetuoso e agradável. Depois de mais uma cadência a solo, chega-se ao Rondo, à maneira antiga, até surgirem novamente recordações do primeiro andamento. O andamento termina, de modo quase inevitável, com uma valsa. A obra ostentaria ainda mais, talvez, o seu encanto, num âmbito mais íntimo de um Concerto de Câmara do que num auditório grande. Mas é o solista Marcel Saillet que merece alto louro e admiração. São inacreditáveis a técnica, nem sempre à maneira do oboé, e a força de respiração que o artista teve que dominar, não dando, mesmo assim, a impressão de ser algo penoso."

 

                                                                                                                        

   

                                             

      

    Volkmar Andrae  e  Marcel Saillet

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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